quarta-feira, 11 de junho de 2008

I - Um novo começo...

Nota introdutória:
Vou tentar fazer o que me foi proposto por um grande amigo, inventar uma história, após pensar bem, decidi aceitar o desafio, espero que agrade aos leitores aqui do blog, tentarei o meu melhor.


O meu nome é Tiago, quero contar a história de como eu me tornei um homem, não que nascesse mulher e muda-se de sexo, mas sim a história de como me descobri enquanto ser humano e homem, na verdadeira ascensão da palavra.
Tive uma infância normal como qualquer criança, os meus pais, cedo foram a para Lisboa em busca de uma vida melhor, passando eu a minha infância entre a cidade e o campo.
Tive um percurso escolar exemplar, sempre entre os melhores da turma, mesmo quando cheguei ao ensino superior, onde tirei Engenharia Mecânica. Não pensem que eram um marrão, tive os momentos de boémio e desfrutei do que a vida tem de bom.
Consegui tudo o que uma pessoa pode desejar, dinheiro, mulheres, um bom emprego, bens materiais, ou seja uma vida perfeita.
Mas não me sentia satisfeito, faltava algo em mim, algo que eu não percebia, algo que eu não entendia e superava todos ensinamentos que nos dizem na escola.
Existia uma sensação de vazio, que não conseguia explicar.
Foi então que tudo aconteceu, que resolvi mudar a minha vida, deixar tudo para trás, tudo que tinha, para me encontrar.
Trabalhava numa multinacional, onde estava inserido num quadro superior, onde ganhava bastante bem, o que me permitia uma vida de luxo. Tinha uma mulher de sonho a meu lado, a Filomena, linda, simpática e inteligente, tudo que um homem deseja numa mulher para ter a seu lado. Estava para casar com ela.
Tinha uma vida de meter inveja, um verdadeiro sonho, mas no entanto não me satisfazia.
Perguntam vocês como é que isso não me pode satisfazer?
Eram algo mais forte do que eu . algo misterioso que sussurrava para alma a dizer que com aquilo não ia ser feliz.
Este pensamento era o meu companheiro, na minha vida profissional, social, amorosa, sentia-me com um estranho mundo em que vivia.
Aos poucos este pensamento foi-me afectando toda minha vida, a carreira profissional foi afectada, devido a umas más decisões , a vida boémia teve o seu auge e o relacionamento com a “mulher de sonho” terminou, como é que alguém que vive num sonho o transforma em pesadelo?
É difícil de acreditar mas aconteceu-me a mim.
Isto levou-me a procurar um novo rumo à minha vida e só existia um sítio onde eu me sentia bem, no campo.
Então decidi largar a vida de cidade e voltar às minhas origens, decidi voltar para o Alentejo.
Os meus pais tinham uma pequena propriedade numa encosta da serra, que lhes tinha sido deixada, pelos meus avós, um pequeno monte, virado para planície. Possui uma vista lindíssima, podendo se ver vastas áreas de montado, olival, searas, um verdadeiro mosaico.
Como tinha juntado já um bom pé de meia, decidi voltar par ai em busca de um novo começo.
Larguei o emprego de forma amistosa, como habitual os chefes, embora tivesse dado algumas barracas, dizem sempre que temos a porta aberta se quisermos voltar. Os meus pais depois de uma vida inteira de trabalho para me darem esta vida, iam entrando em choque, quase que os mato de ataque cardíaco quando lhes digo a minha decisão.
Após mil e uma discussão, lá aceitaram, mas não concordando muito a minha decisão.
No dia que decidi vir definitivamente, para o Alentejo, tinha combinado uma café, com o meu melhor amigo o Jorge. Ele companheiro de infância e de juventude, embora seguíssemos, profissões diferentes, ele neste momento era um dos melhore correctores de bolsa do pais, tendo já recebido propostas para ir trabalhar para o estrangeiro.
Sentados numa esplanada com um café à frente, digo-lhe:
- Vou viver para o Alentejo.
- O quê? – responde ele com cara de parvo – Estás-te a passar só pode?
- Sim, esta vida não me faz feliz, preciso de recomeçar, de preencher este vazio que está dentro de mim.
- Olha eu conheço um excelente psicólogo que te pode ajudar! – diz ele meio no gozo.
Tive vontade nessa altura de o mandar para um sítio, mas acalmei-me e lá enumerei as minhas razões e porque o precisava de o fazer.
Ele após me chamar doido pelo menos umas cinquenta vezes, lá se conformou com ideia, fazendo-me ma proposta:
- Tu tens algum dinheiro de parte, certo? Vais me dar algum que eu vou investir por ti na bolsa, e vou enviar-te todos os meses partes do lucros, como se de um ordenado se tratasse, o resto fica guardado, caso a tua ideia maravilha dê para o torto, ok?
Eu fiquei parvo com a proposta e decidi aceitar, tinha plena confiança nele e não me ia desiludir.
Demos um forte abraço e despedi-me dele.
Montei-me no carro e Alentejo com ele, tinha um novo começo pela frente e não podia perder mais tempo.

1 comentário:

Luís Ferreira disse...

Histiria engraçada. pergunta la ao tiago se o amigo dele nao quer investir dinheiro meu na bolsa:P